Com a crise do Facebook, qual é a melhor estratégia de marketing

Com a crise do Facebook, qual é a melhor estratégia de marketing?

Em pleno século XIX, momento em que as mídias sociais são utilizadas como principais estratégias de marketing, fatos colocam à prova a privacidade e veracidade das redes, principalmente em relação ao Facebook, que hoje atravessa uma crise de desconfiança gigantesca após a divulgação do caso da Cambridge Analytica.

O caso Cambridge Analytica

A Cambridge Analytica, uma das companhias responsáveis pelo sucesso da campanha eleitoral de Donald Trump e que está sendo acusada de ter violado a privacidade de milhões de usuários norte-americanos do Facebook para melhorar o posicionamento das campanhas políticas do atual presidente dos Estados Unidos, fez com que muitas empresas e usuários repensassem sobre a transparência nas plataformas digitais.

A companhia violou as políticas do Facebook e com as informações que adquiriu, criou anúncios direcionados e que foram utilizados a favor da eleição de Trump e do Brexit, em 2016. Em ambos os casos, a empresa conseguiu não só coletar e tratar as informações, mas também prever o direcionamento político dos usuários.

Por isso, hoje, grandes marcas como Nike, Chevrolet, Adidas e Heineken estão se desvinculando da rede, cortando os anúncios e não estão utilizando a plataforma para publicar e divulgar praticamente nada sobre seus negócios. Essas empresas, nos últimos 90 dias, realizaram 5, 14, 4 e 7 publicações, respectivamente.

Investir ou não no Facebook?

Neste cenário, uma dúvida cruel para as empresas: continuar ou não investindo em estratégia de marketing no Facebook? Não existe resposta pronta e nem totalmente correta para esse tipo de questão. No entanto, nós da Pontocom Propaganda acreditamos que abandonar a rede não é o melhor caminho! Afinal, apesar de muitas marcas estarem se distanciando dessa mídia, muitos usuários e potenciais clientes ainda a utilizam e recorrem a ela para buscar informações.

Para nós, ainda é interessante para as empresas continuarem com suas contas ativas, mas acreditamos que valorizar outros tipos de mídias como o Instagram, Youtube e o Google Adwords podem trazer mais resultados, além de oferecerem mais possibilidades de proximidade e interações positivas com os usuários.

Métricas: expectativa x realidade de uma estratégia de marketing

Aproveitando o assunto sobre Facebook, mais um caso colocou à prova sua credibilidade: a Proctor&Gamble, mais conhecida como P&G, empresa estadunidense fundada em 1836 que reúne um enorme conglomerado de subempresas que produzem alimentos, produtos de higiene e limpeza, dentre outros produtos, reduziu seus investimentos na rede social, pois os resultados e métricas em relação à interação de seu público estavam baixos e não geraram os resultados esperados.

Além disso, para a empresa, o Facebook ainda apresentou um outro problema: os robôs. A P&G mostrou insatisfação com os resultados e afirmou para a imprensa que os robôs poderiam estar impedindo os cálculos exatos dos dados e métricas em relação ao alcance dos usuários.

Mudanças na plataforma

Antes do caso Cambridge Analytica, o Facebook já estava sofrendo uma perda de investimentos de algumas empresas por causa da alteração de seu algoritmo, ou seja, da modificação de regras e operações realizadas na plataforma. A situação, de certa forma, acabou favorecendo o usuário, porém provocou a diminuição do alcance dos anúncios patrocinados e aumentou o custo para quem desejava um alcance maior de impressões.

Com isso, muitas marcas reduziram os anúncios patrocinados, mas não deixaram de publicar conteúdo, já que usurários continuaram acessando e interagindo normalmente na rede.

Dúvidas sobre o assunto? Entre em contato conosco!

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